O lobo vestido de toga e fantasiado de cordeiro a julgar!

O lobo vestido de toga e fantasiado de cordeiro a julgar!

Onde vamos parar com esta noção dantesca de poder judicial absoluto, onde juízes e desembargadores, em sua maioria homens brancos, detém em suas mãos nem sempre limpas o poder de decidir sobre nossos direitos, sobre nossos sonhos e desejos? | Crédito: Reprodução/TJMG

O lobo vestido de toga e fantasiado de cordeiro a julgar

A criança de 12 anos precisa ter restaurado seus direitos

O que dizer de um país cuja (in) Justiça, que se diz justiça, brinca com nossos direitos cidadãos, descumpre covardemente as próprias leis que deveriam norteá-la para o melhor fazer da justiça?

O que dizer de um desembargador que dá uma sentença, onde declara a “normalidade” para ele (que inclusive é investigado por pelo menos duas denúncias de tentativa de abuso sexual no passado, uma por parte de um sobrinho e outra por parte de uma mulher que já havia trabalhado para sua família), para uma relação, ainda segundo ele, consensual entre uma criança de 12 anos e um homem de 35 anos?

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Por Makota Célia Gonçalves Souza

É jornalista, empreendedora social da Rede Ashoka, coordenadora geral do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB) e Doutora Honoris Causa pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL).

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